Domingo, Julho 24, 2005

De férias!

Dor. Náuseas. Cama. Febre. Antibióticos. Desequilíbrio. Impaciência. Desconforto. Soro. Hospital. Cápsulas. Nervos. Persistência. Lágrimas. Convulsões. Tonturas. Intoxicação. Água. Comprimidos. Suores. Insónias.

Quinta-feira, Junho 30, 2005

Alium cursum petere *

Há muito tempo que estou para escrever sobre Orientação, a modalidade desportiva que pratico há cerca de nove anos.

Falar de Orientação é, agora, falar do passado, dos momentos áureos em que ganhei algumas medalhas, subi ao pódio.

Orientação começou a desaparecer da minha vida, de uma forma subtil, há cerca de dois anos, coincidindo com a minha entrada na faculdade. Ainda hoje se pode ver o brilhozinho nos olhos quando falo das provas que fiz, das peripécias por que passei, dos erros com que aprendi.

Sinto-me nostálgica, sim, nostálgica e com pena de não ter continuado.

Tenho pedaços do país afixados na parede e na memória.

Fica aqui um adeus sentido e temporário. Tenciono voltar. Quando?...Image hosted by Photobucket.com


* (lat.) Seguir outro rumo

Sentimento(s)

Sentir que me amas.
Sentir o teu calor debaixo do lençol.
Sentir a tua respiração tranquila tocar os meus ombros.
Vislumbrar-te enquanto toco no teu cabelo.

Sentir-te agora, sentir a tua não-presença.

Terça-feira, Junho 07, 2005

Parabéns!


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Obrigado por tudo...

Sexta-feira, Maio 27, 2005

Desespero da folha em branco


Dar voltas e voltas à cabeça.

Levantar-me.
Voltar a sentar-me...
Abrir um novo documento.
Tenho mesmo de começar.
Estou a desesperar!

Domingo, Maio 22, 2005

...Encontrei agora um livro que não sabia que tinha... Ou seja, agora tenho dois. Comprei recentemente outro na Feira do Livro.

O Tejo é mais belo

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro
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Como a beleza é relativa.
A minha aldeia não tem rio. Mas há tantos sítios que são o meu rio.

A menina dos olhos do meu pai...


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Amo-te.

FCP vs AAC

A propósito de o primeiro canto da Académica, o comentador da TVI:

Era de certo uma jogada estudada. Aliás, estamos a falar de estudantes (risos). Têm tudo estudado.

Sábado, Maio 21, 2005

De manhã, saí para comprar o jornal. Faço o caminho de sempre até à papelaria. Com uma pequena alteração, passar ao pé de um amontoado de cinzas que outrora tinha sido um lugar obrigatório de paragem. Continuar o meu caminho, com um nó na garganta. Dizer bom dia a quem passa, com um sorriso (aparentemente) normal. Parar para saudar alguém. De volta, retirar o correio acumulado da casa onde já não vive ninguém. Chegar a casa e chorar. Muito.

Gostava de poder voltar à infância.

Voltar a estar junto das pessoas que vou perdendo.

Hoje levantei-me cedo. Resultado: tenho o cabelo pequenino.

Sábado, Março 26, 2005

Que me quereis, perpétuas saudades?

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.


Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.


Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.


Luís de Camões

Quinta-feira, Março 24, 2005

esboçou um sorriso, timidamente. de mãos cruzadas sobre o colo, de manta nas pernas e olhar vago, foi relatando as estórias da sua longa e sofrida história: aventuras, traquinices de infância (tão remota!), por vezes atraiçoadas por momentos amnésicos (maldita memória).
"não perecebo como os jovens de hoje conseguem ser felizes. o mundo está corrompido", diz. não o interrompo, apenas abano a cabeça como quem concorda. quero que fale, que me diga tudo.
"como é envelhecer?", ouso perguntar. "é estar sozinho, ver os outros envelhecer.. sentir-se uma criança que tem vergonha de brincar. querer morrer sem sofrimento e não dar trabalho", responde-me.
levanta-se, dirige-se à casa-de-banho. pouco depois sai, aflito. "teresa, podes chegar aqui?", pergunta envergonhado.
há semanas que andava a urinar sangue, mas sofria silensiosamemte. finalmente hoje pediu ajuda.

Sábado, Março 12, 2005

o princípio de algo. de mim. da tua partida. do apagar do teu número do meu nokia. adeus.
aqui começa a minha vida. há tempos redescobri o amor.